Creio que sinfonias são a marca dos grandes atos. Grandes peças, grandes cenas, sempre há uma sinfonia por trás. Aqui vai a minha humilde sinfonia do paladino...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Hellride

Acordei, estava escuro.
Olhei pela janela, e um vento gelado me encontrou. Fora o vento que me acordara.
O céu estrelado me garantia que eu havia acordado de noite, de novo.
Vesti o sobretudo, calcei os coturnos. Peguei minha carteira e saí.

A cidade estava quieta, estranhamente calma. Carros estacionados, taxis vazios. Ônibus não circulavam, não haviam pessoas na rua. Incomum, para uma capital.


Caminhei durante algum tempo, agradeci a mim mesmo por ter deixado as luvas de couro no bolso do sobretudo, pelo menos assim eu podia acender um cigarro. O vento frio estava cortante.

Toda a calma da cidade, o vazio, aquilo não estava normal. Tirei o celular do bolso e olhei a hora.

Meio-dia...

Levantei os olhos e vi a placa me encarando.

"Bem-vindo de volta ao Inferno"

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