Eu lembrava de todas as casas que eu tinha passado aqui. Depois que eu escapei a primeira vez, quando eu voltei, me acostumei a guardar coisas úteis nelas.
Escalei o muro do lado da casa, e caminhei por cima do telhado. A escuridão da noite eterna no Inferno atrapalha a visão, exceto se o que você quer ver são demônios. Os olhos deles brilham vermelho-sangue, bem fácil de ver na escuridão permanente.
Pulei no pátio, e chutei a porta. Três demônios voaram para cima de mim, enquanto eu saltava para trás. Esses malditos não acabam nunca. Estourei a cabeça de um com a barra de ferro, e corri para dentro.
Ótimo, essa era uma das casas que eu havia deixado coisas. Um par de revólveres em cima da mesa, e um cinto de munição para eles. Larguei a barra, peguei os dois e atirei nos demônios restantes. Bang-bang, cabeças explodindo.
Eu achava engraçado. Antes de sair do Inferno pela primeira vez, os demônios não me perseguiam, não me atormentavam. Eu era o carcereiro nessa prisão. Eu era o diabo em pessoa. Mas quando eu voltei para cá, eu tinha mudado tanto que não mais pertencia aqui, e agora quem é o prisioneiro sou eu. E eu tenho que escapar.
Vasculhei a casa e encontrei uma das minhas mais antigas espadas. Ela viria a calhar, sempre gostei delas.
Saí de volta para a rua. A parte boa é que eu tenho um "sexto sentido" aqui, que me orienta para onde eu tenho que ir. A parte ruim é que vai estar infestado, e a luta vai ser tremenda.
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