Creio que sinfonias são a marca dos grandes atos. Grandes peças, grandes cenas, sempre há uma sinfonia por trás. Aqui vai a minha humilde sinfonia do paladino...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Third Act, part 2c - Sanguine (by Thanes)

Mais uma noite, eu me afogo no mar que ela é. Os carinhos, os beijos, os olhares. E de novo, eu me aterrorizo pelo que eu sinto.
Ela adormece nos meus braços, e eu ouço aquele sussuro:
-Thanes... te amo...

Uma lágrima escorre do meu olho. Eu nunca havia pensado em ouvir isso.
Eu sinto os braços dela na minha volta, o seu cheiro.
Sinto a respiração dela suavizar, seu coração acalmar.

Penso em tudo que passamos juntos.

Beijo o alto da cabeça dela, e sussuro de volta:
-Também te amo, minha Sar.

Third Act, part 2b - Sanguine (by Sar)

Naquele instante, me senti completa, não me sentia uma simples "companheira de guerra", eu me sentia a mulher mais amada do mundo.
Sabia de alguma forma que era ali, naqueles braços que eu queria ficar o resto do tempo, talvez toda a eternidade se fosse possível.

Apesar de qualquer outra coisa que pudesse acontecer, ele é o homem mais doce e que eu já tive...
Atrás de toda aquela dor, daquele sentimento de perda, não só a perda de confiança em alguém, mas em si mesmo, havia um homem muito especial...

Ali naquele quarto, mais uma vez eu me entrego de corpo e alma ao homem que ao tocar em mim mais uma vez, não toca somente minha pele humana, e sim minha alma, meu ser adormecido... E me sinto mais viva em meio a tantas coisas horríveis...

Sinto a respiração, o calor, o suor, vejo cada expressão, cada pequeno gesto, cada pequeno detalhe que para qualquer outra seja insignificante mais para mim nesse momento é tudo... Nossos corações batem no mesmo ritmo... E ali somos nós mesmos...
Adormeço nos braços dele, me sentindo no meu porto seguro, mais ainda não tenho certeza se ele é completamente meu...
- Thanes... te amo... - eu sussurro.
Fico quieta e não tenho resposta, resolvo que o melhor é adormecer...

domingo, 28 de outubro de 2012

Sons of Steel 4

Eles pararam em frente ao castelo, os cavalos bufando. A voz que saiu do elmo parecia um trovão:

-Rendam-se, ou pereçam!

Os portões se abriram, enquanto de dentro saía uma figura envolta em um manto real vermelho. Ele parou em frente aos cavaleiros, com um olhar suplicante:

-O que vocês querem? Já não basta atormentarem meu reino, querem destruir meu castelo?
-Ancião, o que nós queremos ou deixamos de querer é de conta apenas nossa e de nossas deusas. Agora, irá render seu castelo e seu reino a nós ou iremos ter de tomar a força?
-Tomar a força? Vocês são cinco, e os meus são muitos, dezenas mais. Como vocês sonham em tomar a força?
-Pois bem, tomamos isso como desafio.

Os cinco desceram dos cavalos, e sacaram suas armas. Proferiram em unissono:

-Nós somos os Filhos do Aço, Cavaleiros Imortais, e não seremos derrotados!

Ao fim do dia, eles cavalgaram em direção ao oriente. As cabeças do rei e sua corte estavam em lanças em frente ao castelo.

sábado, 27 de outubro de 2012

Sons of Steel 3

Eles dormiam, as brasas na fogueira amainavam.

Dormiam um sono conjunto, e sonhavam em conjunto.

Estavam em frente a uma fortaleza, uma fortaleza gigantesca. Era impossível que uma fortaleza assim não estivesse em nenhum mapa, mas até então era desconhecida. Ela era já era antiga quando eles eram jovens, como se fosse a última relíquia de um tempo imemorial.

Eles entraram, e no saguão haviam cinco estátuas. Os pedestais eram altos, quase da altura deles, e as estátuas eram de mulheres lindissímas. Ele tocou a estátua do meio, e todas começaram a se romper, revelando que não eram apenas estátuas, mas elas estavam ali dentro. Ela olhou para ele e disse:

-Quem são vocês, que ousam invadir nosso domínio?
-Somos andarilhos, minha senhora, desculpe incomodá-las.
-Andarilhos? E sabem manejar a espada?
-Sim, minha senhora, os perigos da estrada são muitos, e temos que nos defender.

Elas desceram dos pedestais e acenaram para que eles permanecessem no saguão. Subiram as escadarias.

Logo estavam de volta, e cada uma parou na frente de um deles. Disseram em unissono:

-Vocês, andarilhos, quais seus nomes?

Eles responderam, e elas se viraram para trás, olhando os pedestais.

-De hoje em diante, seus nomes serão conhecidos apenas por nós e por vocês. Vocês tem bom coração, e são jovens. Nós lhe daremos uma oportunidade.
-Qual oportunidade?
-A oportunidade de serem deuses conosco. Apenas basta que jurem.

Elas avançaram até os pedestais, e os archotes e brazeiros no saguão se acenderam. Os pedestais se romperam, revelando armaduras e armas dentro.

-Venham, e peguem suas armaduras.

A primeira armadura, tinha um machado de duas mãos junto, e o desenho de um lobo no peito. Ele vestiu, e viu os cabelos loiros dela ao seu redor.

-Você, Lobo, jura ser um Filho do Aço, Cavaleiro Imortal, consagrado por e para sua deusa?

Ele olhou para ela, e foi atraído pelos olhos dela. Eram olhos puros, e viu neles o amor que buscava.

-Sim, eu juro. Sou um Filho do Aço, Cavaleiro Imortal, e nem arma nem velhice, doença ou veneno me mataram, pois em você, minha deusa, está minha força, proteção e vida.

A segunda armadura, tinha um arco e uma aljava, e o desenho de uma raposa no peito. Ele vestiu, e sentiu o frescor da presença dela ao seu redor

-Você, Raposa, jura ser um Filho do Aço, Cavaleiro Imortal, consagrado por e para sua deusa?

Ele olhou para os olhos dela, e viu neles olhos alegres e zombeteiros. Amou-os de imediato.

-Sim, eu juro. Sou um Filho do Aço, Cavaleiro Imortal, e nem arma nem velhice, doença ou veneno me mataram, pois em você, minha deusa, está minha força, proteção e vida.

A terceira armadura, tinha uma espada de duas mãos, e o desenho de um corvo no peito. Ele vestiu, e viu os cabelos negros dela esvoaçando.

-Você, Corvo, jura ser um Filho do Aço, Cavaleiro Imortal, consagrado por e para sua deusa?

Ele olhou ela nos olhos, e eles eram implacáveis como os seus. Era a sua companheira pela eternidade.

-Sim, eu juro. Sou um Filho do Aço, Cavaleiro Imortal, e nem arma nem velhice, doença ou veneno me mataram, pois em você, minha deusa, está minha força, proteção e vida.

A quarta armadura, tinha duas espadas, e o desenho de uma pantera no peito. Ele vestiu, e sentiu os cabelos ruivos ao seu lado.

-Você, Pantera, jura ser um Filho do Aço, Cavaleiro Imortal, consagrado por e para sua deusa?

Ele olhou para ela, e ela era tão linda, tão forte. Sentiu o amor dela fluindo para ele.

-Sim, eu juro. Sou um Filho do Aço, Cavaleiro Imortal, e nem arma nem velhice, doença ou veneno me mataram, pois em você, minha deusa, está minha força, proteção e vida.

A quinta armadura, tinha uma espada e um escudo, e o desenho de uma águia no peito. Ele a vestiu, e sentiu o calor dela.

-Você, Águia, jura ser um Filho do Aço, Cavaleiro Imortal, consagrado por e para sua deusa?

Ele não olhou para ela, mas tocou em sua mão e se ajoelhou.

-Sim, eu juro. Sou um Filho do Aço, Cavaleiro Imortal, e nem arma nem velhice, doença ou veneno me mataram, pois em você, minha deusa, está minha força, proteção e vida.

Eles acordaram, para mais um dia de marcha. Sua fortaleza estava longe, e aquela era a missão que faltava para ascenderem com elas. Eles as conheceram faziam muitos, muitos séculos. De fato, eles as amaram por toda a eternidade.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sons of Steel 2

Eles sentaram ao redor da fogueira. Ele tirou o elmo e abanou os longos cabelos negros, enquanto os outros faziam o mesmo. Conversavam.

-Lembra da luta, faziam uns dois dias que tinhamos saído do vilarejo?
-Claro que lembro. Eram quantos? Cinquenta? E nós eramos apenas doze.
-Haha, aqueles dois novatos, primeira vez que punham a armadura, e já queriam ser cavaleiros. Morreram rápido, nem deu tempo de darem seus primeiros golpes.
-Mas as suas flechas fizeram um ótimo serviço, foram apenas dois dos nossos que caíram.

Eles se olhavam, olhos negros como a noite. Mas sabiam que na hora da luta os olhos negros iriam brilhar com o fogo que ardia dentro deles.

-E cinco dias depois, naquela luta perto do castelo de Valgord. Grande luta aquela.
-Bah, os cavaleiros do Grande Reino são perigosos, lutam bem.
-Não tanto quanto nós, hehe.
-Eu sei que alguns deles morreram de medo, não imaginavam que iriam nos enfrentar.
-Ninguém imagina que vai.

E a conversa prosseguiu noite adentro.

Third Act, part 2 - Sanguine

Thanes e Sar se deitaram na cama, ele havia acabado de mais uma vez abrir o coração para ela. Ela o beijou, e ele lutou para segurar as lágrimas. Era bom sentir que podia confiar em alguém, que podia amar. Ele a abraçou forte, se levantou e fechou a porta do quarto. Deitou ao lado dela na cama e disse:
-Sar, vem aqui.
Ela se deitou com ele, e se beijaram novamente. Ele foi lentamente tirando a roupa dela, enquanto ela tirava a dele, sem pararem de se beijar. Nunca pararam de se beijar.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sons of Steel

Chovia, uma garoa fina que entrava pelas frestas da armadura, e o enxarcava até a alma. Ele observava os campos à frente através da viseira do elmo, o cavalo negro bufava sob ele.

Haviam três vintenas que eles saíram da vila, eram doze cavaleiros. Apenas cinco restavam: Águia, Corvo, Lobo, Raposa e Pantera. Os Marcados.

Ele parou e ouviu o vento, sentiu o ar. Haveria combate, não iria demorar muito. Sentiu o cabo da espada na cintura, o escudo atravessado nas costas. Olhou para seus companheiros, eles também sentiam a luta se aproximando, era o que os tornava imbatíveis. Preparavam arcos, lanças e espadas.

Não haveria tempo para descanso, já podiam ouvir o galope atrás da colina. Eram no minímo trinta contra eles. Essa seria uma boa luta, era raro encontrar tantos de uma vez só.

O clamor das espadas abafava o zumbido do arco, mas não a precisão das flechas, um após o outro caíam sob a chuva de setas. Eles venciam novamente.

Os muitos corpos espalhados comprovavam isso.

Ele cravou a espada ensanguentada no chão, apoiou o escudo marcado por centenas de golpes na perna. Tirou as luvas. Seus companheiros faziam o mesmo.

Olhou para o B marcado à brasa em seu braço direito, enquanto os outros olhavam suas marcas: o T, o A, o S e o R. Havia muito tempo que eles tinham feito as marcas, a inicial de quem os esperava na fortaleza do outro lado do mundo. A marca de quem era a razão deles lutarem.

Juntos proferiram mais uma vez o juramento:

-Nós somos os Filhos do Aço, e nossas lâminas nunca nos abandonam. Nós somos os Cavaleiros Imortais, marcados por nossas deusas. Nunca morreremos, por golpe ou doença, veneno ou velhice. Porque em nossas deusas está nossa força. Porque em nossas deusas está nossa proteção. Porque em nossas deusas está nossa vida.

Antes de pôr a luva de volta, olhou para a aliança em seu dedo. E sentiu o calor dela.

Third Act, part 1 - Trust (by Sar)

Minha vontade era de sair correndo e caçando aquela... aquela... aquela infeliz...
Escuto atentamente cada frase que o Thanes diz. Paro e me pergunto como ele deixou que isso acontecesse???
Talvez seja melhor eu não questionar nesse momento...
Ouço, mas não escuto... Acato cada palavra mais não as compreendo...
O plano era perfeito... Meu coração dói e sangra por ela ter feito o que fez com ele...
A única coisa que consigo pensar/fazer é abraçar ele, aproveitando um dos raros momentos sozinhos, olhar dentro dos olhos dele e dizer:
- Estarei aqui com você sempre. Independente da sua decisão estarei ao seu lado.
Quando os olhos dele encontram os meus, toco seus lábios de leve com os e
meus e me sinto em casa mais uma vez... Pena que por pouco tempo.

sábado, 20 de outubro de 2012

Third Act, part 1 - Trust

Thanes se sentou na cama, e pediu para Sar se sentar ao lado dele.
-Eu preciso te contar algumas coisas - começou ele - sobre a Vellyn.
-Tipo?
-Tipo quem ela é, e como ela age.
-Hmm.
-Eu conheci ela a muitos anos, essa parte da história você conhece. Nós eramos jovens e idealistas, dois criminosos com grandes planos e poucos recursos. O que eu não sabia é que ela era uma agente federal.
-Como assim?
-Na época, eu já havia feito minhas incursões na vida criminosa, e estava criando uma reputação para o meu nome. O Governo acabou me notando, e mandaram uma agente se infiltrar na minha "pequena" organização. Essa agente era a Vellyn.
-Então?
-Então, depois de ganhar minha confiança, ela me ajudou a bolar um plano, ousado, mas muito divertido. O plano original do assalto na Avenida Central. E nós chegamos a começar a ação.
-Mas, eu nunca ouvi falarem que haviam tentado o plano antes de nós o executarmos!
-Sim, nós haviamos combinado que a Vellyn iria abrir os bancos, enquanto eu guiava as equipes. Ela iria sinalizar quando tudo estivesse pronto. Foi aí que ela me traíu. Ela alertou a Agencia, e houve um tiroteio na entrada do primeiro banco. Eu estava no meio do fogo-cruzado, e vi ela falando com o líder dos agentes, indicando que eu era o cabeça da ação.
-E como você pôde confiar nela de novo agora???
-Sar, querida, os Governos do mundo todo faliram, as mega-corporações faliram, é a legítima Anarquia. Ela não é mais uma agente federal, eu não imaginei que ela tivesse tanto rancor guardado.
-Hã?
-Como eu disse, eu vi ela falando com o líder dos agentes federais... e atirei no ombro dela.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Fury of the Storm

Eles invadiram a casa como planejado, a entrada da Sala do Conselho era longe o suficiente para não ser vista. Ao tirarem o armário da frente, viram Eli caído no chão, desmaiado. Blackwyn ficou junto a ele, para acordá-lo e descobrir o que havia acontecido. Raven estava amarrado numa cadeira no seu quarto, também desmaiado. Aegir e Avantha o desamarraram e ficaram aguardando ele acordar.
Vellyn e Amber não estavam na casa. Arkayne se dirigiu ao quarto da Amber, e o encontrou vazio. Thanes e Sar entraram no quarto da Vellyn, também vazio exceto por um bilhete em cima da cama:

"Mais uma vez, você se deixou ser enganado. Te trair é tão simples. É como um furação: mortal se ficar em seu caminho, mas fácil de desviar e ir pelas suas costas. Na próxima vez que você me vir, eu vou estar lá para terminar o serviço que comecei anos atrás, e acabar contigo de vez. Isso se você sobreviver até lá."

Ele tirou o isqueiro do bolso e queimou o papel. Olhou para Sar e disse:
-Da próxima vez que eu ver ela, ela vai estar morta. Nunca mais alguém vai sobreviver para contar como é fácil me enganar.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

For you


Second Act, part 11b - Break (by Sar)

Sala do Conselho... Meu Deus onde isso fica?
Minha cabeça nesse momento dava duas mil voltas... como as coisas acontecem em baixo do meu nariz e eu não vejo...
Também motivos pra isso não faltam...
Não consigo crer que Vellyn tenha tido tanto sangue frio ao ponto de fazer isso com Thanes.
Tem algo errado. Ela sabe muito bem até onde Thanes pode ir quando está com raiva, ela teve mais tempo do que eu pra se acostumar com ele...

Me sinto fraca, como se eu fosse inultil ali... Durante esse percurso de volta a base fiquei quieta, ouvindo-os e mais nada... Até que um pensamento/lembrança  me fez tremer...
Mesmo tendo se passado alguns dias, era como se tivesse sido há minutos atrás...
Corei de raiva na hora...
Tudo ficou claro...

-NÃO! Não pode ser.... isso não!

Second Act, part 11 - Break

A Sala do Conselho.
Nenhum membro além dos irmãos conhece a sala no subsolo da base, com duas portas: uma para um corredor que termina na rua a três quadras da base, e a outra que termina em uma escada escondida por um armário na sala de estar da base. Invadir por ali seria muito simples, se não fosse o fato de que a sala estava sempre ocupada pelos irmãos, e no momento todos eles não estavam na sala.
Thanes explicou rapidamente o plano:
-A entrada externa da sala é por uma passagem escondida na rua, no terreno baldio ali em frente. A partir do momento em que tivermos acesso à sala, nós entramos exatamente no centro da base, só precisamos encontrar o Eli e o Raven.
-Bom plano - disse Blackwyn - e como nós conhecemos toda a casa, não vai ser díficil

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Second Act, part 10b - Clash of the Titans (by Thanes)

-O que eu acho? Eu acho que não estou entendendo direito isso... A Vellyn estava mancomunada com o Al? disse Thanes em tom enfurecido
"Essa desgraçada, eu devia saber que isso ia acontecer... depois do que ela fez comigo... quase me matou pelas criancices dela!" pensava Thanes
-Liga pro Raven, avisa ele - disse Aegir - e pede para ele e o Eli se prepararem, sem elas notarem.
-Than, mano, eu odeio te dizer isso, mas eu te avisei sobre ela a muito tempo - sussurou Avantha - quando ela quase te matou anos atrás, lembra?
-Lembro, Avan, lembro. Claro que lembro - disse Thanes sombriamente - Eu devia ter matado ela quando ela armou aquela vez.
-Hã, pessoal - chamou Arkayne - temos um problema: o Raven e o Eli não estão respondendo.
-Como assim, não estão respondendo? perguntou Thanes
-Eu liguei pra base, não atendem. Tentei ligar pros telefones deles, desligados.
-Podemos usar da mesma estratégia ou... faremos do nosso jeito??? disse Sar
-Não, precisamos de algo diferente aqui - respondeu Thanes - algo que eles não esperam.
-A Sar não conhece, né? perguntou Arkayne
-Não, ela não conhece - disse Thanes - nós vamos entrar por baixo. Pela sala do Conselho.

Second Act, part 10 - Clash of the Titans

Tentei me orientar... Ele estava ali de pé em minha frente...
Atrás de mim o corpo do guerreiro que havia me capturado. Ou melhor o que sobrou dele...
-Você está bem?
-Sim, Avantha, eu acho que sim... Obrigada por me soltar...
Olhei ao redor, reconheci o lugar. Estive ali quando encontrei pela primeira e última vez com Vellyn... Vaca, inútil...
-Vocês não reconhecem esse lugar? Ela está por trás disso tudo...
Todos me olham de uma forma que diz muito... Eles não me entendem...
-Vellyn... ela armou tudo... Esteve nos vigiando até agora... como não vi isso antes???
-Como assim? Arkayne pergunta intrigado
- Esteve o tempo todo em baixo de nossos olhos. Nada é por acaso. Logo que fui trazida pra cá, estava vendada, tonta, mas ainda ouvia. Alguém dizia que não era eu a ser capturada. E sim um de vocês, assim teriam a possibilidade de desestabilizar a equipe.
-Onde você que chegar. Thanes me pergunta quase irritado.
-Você trouxe quem não deveria. Você deve saber bem de quem estou falando... CADÊ ELA!!!! Bom você não deve saber mais eu sei...
-Eu sei onde ela está, bebê - disse Thanes em tom acalmador - ela está junto com a Amber, Eli e Raven, na base. Eles estão mapeando a zona.
-Esse foi seu erro você colocou o inimigo junto de nós. Eles diziam que quem organizou tudo foi  ela... Como isso foi acontecer...
Minha raiva aumentava a cada fração de segundo... mas logo ela teria fim...
-Me dê minhas armas... precisamos voltar a base...
A saída foi fácil. Alguns corpos espalhados... Um pouco de sangue, nada com o que eu já não tivesse acostumada.
o caminho de volta a base, não pude deixar de olhar pra ele. Como ele consegue ser assim??? É muito confuso isso já que não o leio... Sempre da mesma forma, as mesmas expressões, e de repente isso...
Como ela passou por ele e ele não viu? Como?
-Thanes, Al te traiu, ele teve o que mereceu... Mas não estava sozinho... Vellyn estava com ele... mas ela não pode estar sozinha... O que você acha?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Second Act, part 9b - Fury of the Stars (by Sar)

Quando vi pela primeira vez aquele olhar, não consegui desviar...
Havia algo nele que eu não conseguia ler,  mesmo assim me dizia tudo.
Alguns dias se passam e eu acabei por conhecer ele...
Tão machucado quanto eu...
Hoje eu não sei como isso foi acontecer...
Lembrei de cada momento que passamos juntos, cada batalha (interna e externa) que fizemos juntos, até de momentos que não podem ser contados...
Porque te amar tanto???
Não posso morrer... 

Reuni todas as forças ainda existentes... Então ouvi sua voz.. Sua estrondosa voz... 
Não sei ao certo o que diz... não compreendo as palavras...
Sei que não estou sozinha... Ele está aqui... Isso me acalma e me apavora...
Abro os olhos... Cabelos longos, rosto pálido, reconheci aquele olhar...
Ouço um tiro...
-Thanes...
Kun viha on valkoinen kuuma se ei ole aika toimia, sillä se tulee johtaa ihottuma toimia. Odota käy niin kylmänä kuin jäädytetty pohjoisessa, sillä silloin suunnitelmat huolellisesti säädettyihin.

Second Act, part 9 - Fury of the Stars

Ele matou os dois guardas e entrou na sala. Ela estava amarrada a uma cadeira no centro da sala, aparentemente desmaiada. Ele guardou as armas e correu em direção a ela. Uma outra porta se abriu, e entrou uma pessoa, um guerreiro com arma em punho, e disse:
-Eu sabia que você viria atrás dela, agora é hora de dizer adeus a sua vida patética.
-Claro que eu viria atrás dela, seu idiota, mas também é claro que eu não viria sozinho.
Nessa hora os outros três sairam das sombras, ele olhou para eles e respondeu:
-Sim, claro, os irmãos, todos na mira da minha arma.
E sentiu o frio do cano do revólver na nuca.
-Esqueceu de mim, Tinhead? perguntou Arkayne
E atirou.

Second Act, part 8b - Missing (by Sar)

Não lembro nada após o grande estrondo... Alguns gritos...
Fui capturada... Estou em um lugar incerto, não vejo ninguém por perto...
Estou machucada, talvez com alguns ossos quebrados, tenho dificuldades para respirar... Dói muito... fica difícil de pensar...
Thanes... gritos...
Barulho a minha frente, vejo apenas um clarão e uma silhueta...
...
Minha dor é mais forte que eu... não resisto... Desmaio...

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

You called down the thunder... now reap the whirlwind!

domingo, 14 de outubro de 2012

Second Act, part 8 - Missing

Thanes entrou enfurecido na sala:
-A patrulha ontem à noite, após a explosão dos prédios... a MZ matou três novatos, Raven está desaparecido e Sar foi capturada!
-Como assim? perguntou Eli
-Exatamente. Raven está desaparecido, contatei Vellyn e ela vai liderar uma busca e resgate para ele.
-E quanto a Sar? disse Shokr
-Eu mesmo vou resgatá-la. respondeu Thanes, enquanto saía checando seus armamentos
Logo após ele sair, Shokr perguntou a Avantha:
-Essa obcessão do Thanes com a Sar... eu não entendo isso.
-Ele não é obcecado com ela, Shokr. Ele ama ela.
-Ama ela?
-Sim. Ele nem sempre foi como é hoje. Alguns anos atrás, ele e Vellyn costumavam ficar juntos, até que brigaram, e ela acabou com ele. Foi quando ele conheceu Sar, e ela é um dos únicos apoios dele desde então.
-Quer dizer que... eles estão juntos?
-Ninguém sabe ao certo, exceto eles dois, e nós, os irmãos dele.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Second Act, part 7 - Inferno

As equipes estavam prontas, nos túneis subterrâneos dispondo as cargas: explosivos C4, 2 quilogramas cada carga. Enquanto isso, Thanes chamava uma rápida reunião com seus conselheiros:
-Estive analisando o lugar, a liderança dessa gangue não se encontra ali.
-Como assim? perguntou Arkayne
-O maldito Tinhead não está na porcaria dos prédios. disse Aegir
-E alguem sabe onde ele está? perguntou Avantha
-Sim, num outro prédio aqui perto, com os comandantes da equipe - disse Thanes - e nós cinco vamos matá-los.
-Quando saimos? perguntou Blackwyn
-Assim que as cargas explodirem, eu preparei as bombas C4 especialmente com cargas de fósforo branco e napalm, esse lugar vai virar um inferno.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Kissing goodbye

Esta será a última postagem por um longo tempo, talvez seja a última postagem definiitivamente.
Thanes, Avantha, Blackwyn, Arkayne e T se uniram mais uma vez, mais uma missão para eles, mas dessa vez, a recompensa do sucesso será o que eles mais desejam, entretanto, a derrota significa o fim. Eles terão apoio, Morther, Aegir, Untraver, Vyns, Bloodkyst, Syrion, Taurus, todos tem algo a ganhar. E todos tem muito a perder. A luta por suas vidas começa.