Creio que sinfonias são a marca dos grandes atos. Grandes peças, grandes cenas, sempre há uma sinfonia por trás. Aqui vai a minha humilde sinfonia do paladino...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Hellride 2

Mal meus olhos bateram na placa, eles vieram. Olhos vermelho-sangue, pele pálida.

Demônios.

E eu havia deixado as armas em casa. Óbvio, eu não esperava acordar no Inferno novamente. Mas aqui estava eu de novo, no mesmo velho Inferno congelado que eu havia sido prisioneiro e carcereiro no passado.
Eu já sabia o que fazer, e sabia que demônios eram aqueles. Não seria uma luta árdua, eu cresci muito quando saí daqui pela última vez.

Olhei em volta, procurando algo que eu possa usar como arma. Vejo uma barra metálica solta no chão. Improvisar, sempre a ordem do dia por essas bandas.

Os demônios avançaram em mim, como urubus na carne morta. Derrubei o primeiro, golpe certeiro na cabeça. Os outros recuaram um pouco, me observando. Me analisando.

Minha mente voava. Como eu vim parar de volta aqui, diabos? E qual seria a maldita chave para sair dessa vez? E, que droga, eu havia até mesmo pensado que eu tinha destruído esse lugar.

Mas essa é a grande piada do Inferno: não importa se você escape, se você aniquile tudo dentro dele, se você consiga destruir ele. Ele vai estar sempre ali. Esperando você cair. E pronto para cuspir hordas de demônios insandecidos em cima de ti.
E não espere encontrar seus amigos no Inferno, nem seus inimigos.
O Inferno é muito mais pessoal que isso.

E, escapar dele, é sempre uma coisa difícil.

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