Creio que sinfonias são a marca dos grandes atos. Grandes peças, grandes cenas, sempre há uma sinfonia por trás. Aqui vai a minha humilde sinfonia do paladino...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Enquanto houver sentimento, nada mais importa.
Enquanto houver amor, os planos sempre podem ser refeitos.
Enquanto houver união, as promessas sempre podem ser refeitas.


Por isso te amo, e nada mais importa.

É...

Dói...
Saber que eu mudei, que eu estou pronto... e que agora vai ser diferente... mas não me é dada a chance, o voto de confiança que eu sempre dou...
Esperar... quando parece que nada sai do lugar...
A distância... que me faz querer morrer....

Te amar é a única coisa que me resta... mesmo longe eu te amo... e sempre vou te amar...
Porque eu sou um desgraçado que não volta atrás... e que só jura quando é real...
E quando é real... não acaba nunca...


...

"Quando você esteve triste, eu te acalentei. Quando eu estava deprimido, você me acalentou.
Quando você esteve mal, eu te cuidei. Quando eu estava mal, você me cuidou.
Porque é isso que eu sei fazer. E quero acreditar que é isso que você também saiba."

sábado, 24 de novembro de 2012

Third Act, part 4 - Silent War

Thanes e Sar se levantaram juntos, e foram ver o resto da equipe.
Raven e Eli estavam recuperados da noite anterior. Arkayne e Blackwyn haviam vasculhado toda a casa, Vellyn e Amber haviam saído sem deixar rastros, mas eles já sabiam onde começar a procurar por elas.

Haveria guerra. Uma guerra silenciosa. Uma guerra mortal.

Vellyn e Amber estavam condenadas ao túmulo. E todos os que apoiassem elas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As I Promissed

Segunda parte...

Anteriormente, descrevi o Paladino em mim... agora é chegada a hora do Cavaleiro da Morte...

Epítome do mal, da crueldade, da frieza. Máximo do sangue-frio, do desalmamento.
Isso define bem o Cavaleiro da Morte.
Sem prisioneiros nem sobreviventes. Esse é o ideal.
Nada fica no caminho da morte encarnada. Nada o detém.

Ao  passo que o Paladino é humano e falho, e apesar de sua lealdade inquebrável, a bondade no seu coração pode ser direcionada, o Cavaleiro da Morte se entrega as partes mais sombrias da alma.
E enquanto a Luz pode gerar sombras, a Escuridão tudo engulfa.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Third Act, part 3c - Luna (by Thanes)

Meu sono era terrível. O fato de estar abraçado em Sar ajudava a acalmar, mas ainda assim foi uma noite de pesadelos.

Vellyn. Como eu a odeio. Sonhei diversas vezes com ela, todas as vezes que eu a matava em meus sonhos isso me fazia sentir bem. Me sentir vingado.

Sar. Como eu a amo. Ela sempre do meu lado, me dando o apoio que eu tanto preciso, o carinho que eu tanto quero. Ela faz eu me sentir vivo de novo.

Senti a respiração dela. Tive apenas uma certeza: Vellyn iria morrer. Ela não viveria para contar a história de como foi me trair. Ninguém me trai e vive.

Senti o calor dela. Tive outra certeza: Sar está comigo. Mais do que meus irmãos, ela é quem está ao meu lado.

Afundei novamente no sono.

Third Act, part 3b - Luna (by Sar)

Enquanto eu dormia, meus sentimentos se concretizavam cada vez mais...

Ele é tão tudo... cada palavra, cada gesto, cada respiração meus sentimento s se concretizavam... criavam raízes cada momentos maiores...

Será que sou eu a mulher certa??? Será que serei eu a ajudar e trazer a Vellyn de volta??? Não queria que ela voltasse...

Sinto seu calor no meu corpo, me aninho no seu corpo e volto a sonhar... sonhar com um dia que eu não talvez não chegue...

Hellride 10

Todos os grandes demônios haviam sido mortos. A passagem para fora estava livre.

As palavras de Tristeza reverbavam em minha cabeça. Porque eu estava de volta ao Inferno?

O frio se tornava glacial. Meu sobretudo, já rasgado de tantas lutas, não mais oferecia proteção contra ele. Minhas calças jeans, igualmente surradas, estavam incomodas pelo meu sangue que congelara nelas. Pelo menos meus coturnos ainda estavam em bom estado, assim como minhas luvas de couro.

Acendi o último cigarro do maço. Estava em frente a uma porta de madeira, a porta para sair daqui. Abri.

Entrei. E meu coração quase saiu pela boca.

Haviam quatro figuras paradas do lado de dentro da porta. Jaquetas jeans, jaquetas de couro, sobretudos. All Stars, botas e coturnos.

Por isso eu estava com a sensação estranha. Minha essência havia sido dividida.

Eu já não era apenas um.

Trocamos olhares. Todos com o mesmo olhar de predador. Os mesmos cabelos compridos, negros e cacheados. A mesma expressão de descontentamento de estar longe.

Entre nós, surgiu uma outra figura. Era semelhante, mas diferente. Tinha asas negras, e olhos negros.

Ele olhou para nós e falou:

-Finalmente. Thanes, Taurus, Arkayne, Blackwyn e Tito. Finalmente vocês podem sair desse Inferno e voltar para casa. Mas, é o que vocês querem?

-Sim - respondi sem hesitar - é o que queremos. Queremos poder acabar de vez com esse tormento. Voltar para ela.

-Voltar para ela? perguntou a figura alada - Realmente, voltar para ela? Ela é tão importante assim? O sacrifício do Inferno empalidece perante ela? Ela vale cada gota de suor, sangue e lágrima que vocês derramaram?

-Sim - respondemos - ela vale cada gota, ela vale mais do que isso na verdade. Ela vale cada esforço. Cada segundo. Cada batida de nossos corações.

-Então - continuou a figura alada - estejam livres para voltar ao mundo. Apenas, mantenham essa mensagem em mente, e digam para ela também: Nunca mais voltem aqui. O Inferno não quer mais vocês. Eu não quero mais vocês. Sejam felizes com ela, e tenham uma vida longa e próspera. E que ela possa manter vocês afastados daqui. Os demônios que vocês mataram: Tristeza, Agonia, Descrença, Desespero, Fúria, Traição, Covardia, Abandono, eles estão todos esperando por vocês. Esperando que vocês caiam, para eviscerá-los de uma vez por todas. Se voltarem aqui, vocês não vão ter chance de sair.

Eu não aguentei, e fiz a pergunta:

-E você, quem é?

-Eu? Eu sou aquele que vocês deixaram para trás quando saíram daqui pela primeira vez. Eu sou o Diabo em você. Eu sou o Carcereiro que você foi. Agora saiam de meus domínios. E nunca mais voltem.

Nesse momento, tudo ficou escuro.

Acordei.
Estava escuro. Cachorros ladravam, e um carro passava na rua do lado. Era hora de voltar para ela.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Hellride 9

Finalmente, as hordas de demônios haviam cessado o ataque. Um merecido descanso, depois de fatiar alguns milhares de corpos. Eu precisava recuperar o fôlego.

Ele veio avançando em meio a massa de demônios caídos. Senti sua presença antes de vê-lo. O último dos grandes demônios que eu teria de matar.

A Tristeza.

Não dei tempo para conversa, nem bem vi o demônio, e abri fogo com minhas duas pistolas. Descarreguei trinta tiros no peito da criatura. Larguei as pistolas e peguei os revólveres, e disparei mais doze tiros na cabeça. Saquei as duas espadas e avancei gritando.

Ele me olhou, de cabeça baixa. E me golpeou com força suficiente para me largar deitado no chão.

Levantei, e avancei novamente. Agora mais cauteloso, tentei um bote com as espadas.

Fui rechaçado sem esforço. Esse desgraçado era muito mais forte do que eu temia.

-Porque lutas, jovem? Não teve sua lição ainda? Essa é a terceira vez que nos encontramos, e você SEMPRE tenta me derrotar, por mais que isso te custe. E eu sempre volto para te atormentar.

-Eu luto, Tristeza, porque eu preciso sair do Inferno. E você tem parte da chave de saída.

-Precisa sair? Porque? Não é aqui sua casa?

-Não mais, Tristeza. A muito tempo que o Inferno não é minha casa. Eu tenho alguém me esperando lá fora, e eu preciso voltar.

-Tens alguém? E como vieste parar aqui novamente?

-Por meus erros, apenas. Agora se renda, ou lutaremos de novo.

Ele se ajoelhou a minha frente. Era um ato que eu não esperava, não de um demônio. Olhou para mim e disse:

-Pois bem, jovem. Se é seu desejo sair do Inferno para voltar ao mundo e lutar lá, seja feita vossa vontade. Não irei te impedir. Então, termine logo com isso. Eu esperarei aqui por você, caso venhas de volta um dia.

-Espero que nunca mais nos vejamos, caro amigo. Honestamente, eu e você sempre nos demos bem, mas não podemos coexistir.

-Eu sei. Você sempre vai carregar um pouco de mim. A Tristeza sempre está lá, no fundo dos seus olhos.

Cravei minha espada em sua garganta. Ele estava certo. Mas eu também estava certo.

Hora de rumar para fora daqui.

Estranhamente, eu comecei a sentir cada vez mais frio.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Hellride 8

Dois demônios haviam caído, e pelos meus cálculos, faltavam dois. Uma corrida no Inferno pode fazer você perder a noção do perigo, da moral e do bom-senso, mas nunca faz você perder a noção da sobrevivencia.

Mas realmente, havia algo muito errado no ar. Estava mais escuro que o normal, mais frio que o normal. Mais quieto que o normal.

Mas isso não atrapalhava meus instintos. Soube exatamente a hora em que as garras passaram onde minha cabeça estaria, se eu não tivesse me abaixado.

-Bom movimento, garoto. Você parece ter treinado desde a última vez que nos vimos.

-Desespero. Que visão reconfortante é você. Sempre atacando quando menos esperam.

-Então, permita-me terminar logo com isso, garoto.

Ele avançou, garras voando para o meu pescoço. Bloqueei com a espada, enquanto sacava o revólver. Dei três tiros a queima-roupa nele. Ele deu um passo para trás.

-Vejo que está imbuído de esperança, garoto. Que banquete delicioso.

Voltou à carga, garras se chocando com espadas. A luta foi encarniçada, ele passou perto de arrancar minha garganta muitas vezes.

Mas qual é a melhor arma contra o Desespero, senão a esperança de vencer?

Chutei o peito dele, e ele abriu minha perna com as garras. Mas isso me deu tempo para descarregar uma pistola na cabeça dele. E atravessá-la com a espada.

Três caíram, falta um. A chave para sair está quase completa.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Hellride 7

Quando um dos grandes demônios morre, é como se um peso saísse das costas. O efeito que eles tem sobre mortais é devastador, por eles se alimentarem dos medos. E cada um se alimenta de um medo diferente.

Já havia se passado algum tempo desde que eu havia derrubado o Abandono. Tempo. Essa palavra não significa nada no Inferno. O tempo aqui é estranho. Como se fosse parado.

Mas, mesmo assim, eu já estava recuperado da luta. Não totalmente, mas bem o suficiente para a próxima.

E, ela não tardou a acontecer.

São raros, mas existem, os demônios com forma feminina. Cabelos longos, corpos curvilíneos, olhos sanguinolentos. E uma voz que pode quebrar o mais forte dos homens. E, bingo, eu encontrei uma.

Traição era seu nome, e ela me emboscou numa rua escura:

-Olha quem eu vejo por aqui - disse ela, em sua melhor voz esmagadoramente suave - meu antigo companheiro. Irá ele voltar à mim ou deverei destruí-lo?

-Eu já a deixei a tempos, vadia - respondi - e agora quem vai ser destruída é você mesma.

Ela não era fraca, apesar do corpo esguio. Descarreguei uma pistola nela, e ela parecia nem sentir. Descarreguei a outra, e um revólver. Ela começou a cambalear. Aproveitei que estava distraída.

Cravei uma espada no peito dela.

Ela olhou para mim, com seus lindos e meigos olhos traiçoeiros. Uma garra raspou meu braço, abrindo cortes profundos.

Cortei a cabeça dela fora.

-Não tenho medo de você, Traição. Você é patética com seus suspiros e devaneios com outros.