O silêncio do Inferno é algo perturbador. É como se o solo tivesse um tapete que abafa o som dos passos. E os demônios não falam nada, não gritam ao te golpear, nem ao morrer. E você não tem motivos para falar, gritar ou chorar.
Mas as vezes esse silêncio absoluto é quebrado, ao contrário da escuridão e do frio permanentes.
E sempre que ele é quebrado, não é porque algo bom está a caminho.
E eu ouvi a voz gutural atrás de mim.
-Olá de novo, mortal. De volta para ficar dessa vez?
Me virei, encarando os olhos vermelho-sangue do demônio.
-Abandono - eu disse - não esperava encontrar você primeiro. Más como encontrei, deixe-me matá-lo e terminar logo com isso.
-Tente! bradou o demônio.
Enfrentar um grande demônio é algo muito, muito tenso. Eles incorporam os maiores medos de sua alma, e usam contra você.
Mas eu estava imbuído de coragem, e dessa vez, eu tinha muito a perder.
Saquei meus dois revólveres, e descarreguei. Doze tiros na cabeça, cada tiro carregado com a minha gana de destruir ele. Quase foi o suficiente. Quase.
-Boa tentativa - disse ele de cabeça baixa - se seus companheiros não o tivessem abandonado no Inferno, talvez você conseguisse me derrotar apenas com isso.
-Eles não me abandonaram - eu respondi - estou apenas longe dos olhos deles agora.
Ele levantou a cabeça, a tempo de minhas duas espadas encontrarem o pescoço dele.
O silêncio voltou a reinar soberano, a escuridão e o frio intensificando.
Creio que sinfonias são a marca dos grandes atos. Grandes peças, grandes cenas, sempre há uma sinfonia por trás. Aqui vai a minha humilde sinfonia do paladino...
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Sangue
Existem pactos feitos verbalmente.
Existem juras escritas.
Existem promessas diante de Deus, Alá, Javé ou qualquer outro ser supremo.
E existe o voto feito sobre o sangue.
E eu fiz.
E esse voto é eterno.
Existem juras escritas.
Existem promessas diante de Deus, Alá, Javé ou qualquer outro ser supremo.
E existe o voto feito sobre o sangue.
E eu fiz.
E esse voto é eterno.
Hellride 5
Normalmente, o Inferno é um lugar simples: lute, mate, lute mais, mate mais, descubra do que ele está se alimentando, mate mais um pouco e escape. Sem grandes surpresas.
Mas dessa vez, desde que eu entrei, eu sinto algo estranho no ar. Algo muito, muito errado. Mas deixa para lá, uma hora eu vou descobrir o que é.
Eu comecei a juntar as peças, tentando descobrir qual seria o ponto fraco do primeiro grande demônio a matar. Depois de derrubar um, os outros não são tão difíceis. É só uma questão de jeito. E de saber os pontos fracos.
Eu já havia encontrado cinco das minhas antigas casas, e entre as diversas coisas que eu havia deixado nelas, outra das minhas espadas. Bem como mais um par de pistolas e munição. As armas de fogo eu estava poupando para os grandes, os pequenos eu matava com a lâmina mesmo.
Comecei a sentir a presença de um dos grandes demônios a serem mortos. Não estava longe de mim, e eu já sabia do que ele se alimentava. Hora de acabar com ele.
Mas dessa vez, desde que eu entrei, eu sinto algo estranho no ar. Algo muito, muito errado. Mas deixa para lá, uma hora eu vou descobrir o que é.
Eu comecei a juntar as peças, tentando descobrir qual seria o ponto fraco do primeiro grande demônio a matar. Depois de derrubar um, os outros não são tão difíceis. É só uma questão de jeito. E de saber os pontos fracos.
Eu já havia encontrado cinco das minhas antigas casas, e entre as diversas coisas que eu havia deixado nelas, outra das minhas espadas. Bem como mais um par de pistolas e munição. As armas de fogo eu estava poupando para os grandes, os pequenos eu matava com a lâmina mesmo.
Comecei a sentir a presença de um dos grandes demônios a serem mortos. Não estava longe de mim, e eu já sabia do que ele se alimentava. Hora de acabar com ele.
sábado, 3 de novembro de 2012
Sons of Steel 5
Cavalgaram para o oriente por meses, destruíndo castelos, fortalezas, cidades mercantis e vilas que não se rendessem às Deusas e aos Filhos do Aço.
A missão final: unificar os Reinos sob o Estandarte do Aço Imortal. A missão mais longa da longa lista de missões na longa vida dos Cavaleiros Imortais. Mas também, a missão mais recompensante: ao terminar a conquista, vida eterna ao lado das Deusas que os escolheram.
Se sentaram ao lado da fogueira, com o mapa dos Reinos aberto entre eles:
-No último ano, conquistamos de Winterstorm à Valhea. Tudo nas Terras Centrais é das Deusas agora.
-E nas três décadas anteriores, conquistamos de Norzeth às Planícies de Sangue. E isso cobre parte do Norte também.
-E no século antes disso, conquistamos de Sepph à Valkin, além das Ilhas. O que falta conquistar antes de voltarmos a Fortaleza?
-O Sul, e o Deserto.
-Alguma previsão de tempo para isso?
-No ritmo que estamos? Mais uma década ou duas. No máximo cinquenta anos e nós voltamos para a Fortaleza das Deusas.
A missão final: unificar os Reinos sob o Estandarte do Aço Imortal. A missão mais longa da longa lista de missões na longa vida dos Cavaleiros Imortais. Mas também, a missão mais recompensante: ao terminar a conquista, vida eterna ao lado das Deusas que os escolheram.
Se sentaram ao lado da fogueira, com o mapa dos Reinos aberto entre eles:
-No último ano, conquistamos de Winterstorm à Valhea. Tudo nas Terras Centrais é das Deusas agora.
-E nas três décadas anteriores, conquistamos de Norzeth às Planícies de Sangue. E isso cobre parte do Norte também.
-E no século antes disso, conquistamos de Sepph à Valkin, além das Ilhas. O que falta conquistar antes de voltarmos a Fortaleza?
-O Sul, e o Deserto.
-Alguma previsão de tempo para isso?
-No ritmo que estamos? Mais uma década ou duas. No máximo cinquenta anos e nós voltamos para a Fortaleza das Deusas.
Third Act, part 3 - Luna
Thanes esperou Sar adormecer totalmente nos braços dele, e se levantou com todo o cuidado para não acordá-la. Chegou na janela e acendeu um cigarro olhando para a lua.
Haveria muita luta pela frente, Vellyn tinha passado batido por ele, de novo. Ele não se perdoava por isso, talvez tivesse sido melhor deixar ela matá-lo quando teve a chance anos atrás, ou ele tê-la matado quando teve a chance também.
Dessa vez, ele tinha a Sar ao seu lado. E que companheira maravilhosa ela era. Ousada, corajosa, leal. E uma guerreira formidável. Ele sentia que podia confiar nela tanto quanto podia nos seus irmãos de sangue. E com certeza a amava mais do que qualquer coisa.
E isso o atormentava. Ele odiava ser traído, ser usado, ser abandonado. Trauma. E ainda assim, ele confiava nela. Terminou o cigarro e voltou para a cama, sentindo a pele nua dela na sua. A abraçou, e antes de por a cabeça dela de volta no seu peito, beijo os lábios dela com suavidade.
Seria ela quem o ajudaria a acabar com Vellyn, e qualquer outro que se pusesse no caminho de Thanes e Sar. No caminho da Fúria da Tempestade.
Haveria muita luta pela frente, Vellyn tinha passado batido por ele, de novo. Ele não se perdoava por isso, talvez tivesse sido melhor deixar ela matá-lo quando teve a chance anos atrás, ou ele tê-la matado quando teve a chance também.
Dessa vez, ele tinha a Sar ao seu lado. E que companheira maravilhosa ela era. Ousada, corajosa, leal. E uma guerreira formidável. Ele sentia que podia confiar nela tanto quanto podia nos seus irmãos de sangue. E com certeza a amava mais do que qualquer coisa.
E isso o atormentava. Ele odiava ser traído, ser usado, ser abandonado. Trauma. E ainda assim, ele confiava nela. Terminou o cigarro e voltou para a cama, sentindo a pele nua dela na sua. A abraçou, e antes de por a cabeça dela de volta no seu peito, beijo os lábios dela com suavidade.
Seria ela quem o ajudaria a acabar com Vellyn, e qualquer outro que se pusesse no caminho de Thanes e Sar. No caminho da Fúria da Tempestade.
Hellride 4
Eu lembrava de todas as casas que eu tinha passado aqui. Depois que eu escapei a primeira vez, quando eu voltei, me acostumei a guardar coisas úteis nelas.
Escalei o muro do lado da casa, e caminhei por cima do telhado. A escuridão da noite eterna no Inferno atrapalha a visão, exceto se o que você quer ver são demônios. Os olhos deles brilham vermelho-sangue, bem fácil de ver na escuridão permanente.
Pulei no pátio, e chutei a porta. Três demônios voaram para cima de mim, enquanto eu saltava para trás. Esses malditos não acabam nunca. Estourei a cabeça de um com a barra de ferro, e corri para dentro.
Ótimo, essa era uma das casas que eu havia deixado coisas. Um par de revólveres em cima da mesa, e um cinto de munição para eles. Larguei a barra, peguei os dois e atirei nos demônios restantes. Bang-bang, cabeças explodindo.
Eu achava engraçado. Antes de sair do Inferno pela primeira vez, os demônios não me perseguiam, não me atormentavam. Eu era o carcereiro nessa prisão. Eu era o diabo em pessoa. Mas quando eu voltei para cá, eu tinha mudado tanto que não mais pertencia aqui, e agora quem é o prisioneiro sou eu. E eu tenho que escapar.
Vasculhei a casa e encontrei uma das minhas mais antigas espadas. Ela viria a calhar, sempre gostei delas.
Saí de volta para a rua. A parte boa é que eu tenho um "sexto sentido" aqui, que me orienta para onde eu tenho que ir. A parte ruim é que vai estar infestado, e a luta vai ser tremenda.
Escalei o muro do lado da casa, e caminhei por cima do telhado. A escuridão da noite eterna no Inferno atrapalha a visão, exceto se o que você quer ver são demônios. Os olhos deles brilham vermelho-sangue, bem fácil de ver na escuridão permanente.
Pulei no pátio, e chutei a porta. Três demônios voaram para cima de mim, enquanto eu saltava para trás. Esses malditos não acabam nunca. Estourei a cabeça de um com a barra de ferro, e corri para dentro.
Ótimo, essa era uma das casas que eu havia deixado coisas. Um par de revólveres em cima da mesa, e um cinto de munição para eles. Larguei a barra, peguei os dois e atirei nos demônios restantes. Bang-bang, cabeças explodindo.
Eu achava engraçado. Antes de sair do Inferno pela primeira vez, os demônios não me perseguiam, não me atormentavam. Eu era o carcereiro nessa prisão. Eu era o diabo em pessoa. Mas quando eu voltei para cá, eu tinha mudado tanto que não mais pertencia aqui, e agora quem é o prisioneiro sou eu. E eu tenho que escapar.
Vasculhei a casa e encontrei uma das minhas mais antigas espadas. Ela viria a calhar, sempre gostei delas.
Saí de volta para a rua. A parte boa é que eu tenho um "sexto sentido" aqui, que me orienta para onde eu tenho que ir. A parte ruim é que vai estar infestado, e a luta vai ser tremenda.
Third Act, part 2d - Sanguine (by Sar)
Alguns minutos depois, sinto um leve e doce beijo no alto de minha cabeça; ouço um leve sussurro:
-Também te amo, minha Sar.
Eu não acredito no que eu ouço. Aquele momento era perfeito, da maneira que eu sempre quis, sonhei... Resolvi que não estragaria esse momento com palavras, simplesmente fiquei curtindo essas palavras e a imensidão delas ali, só no meu mundo.
Sentir a maciez da pele dele, ouvir a respiração, o cheiro, eles fazendo carinho de leve no meu braço... Ficar ouvindo o som mais lindo do mundo... As batidas do coração de quem eu amo... Tum-tum, tum-tum, tum-tum...
Essa sensação de paz e tranquilidade eu queria que fosse para sempre, meu corpo e minha mente relaxam, e o sono começa a tomar conta de mim...
Amanhã é um novo dia, tudo começa novamente... A busca por Vellyn começa novamente...
Por fim adormeço, nos braços do meu Thanes
-Também te amo, minha Sar.
Eu não acredito no que eu ouço. Aquele momento era perfeito, da maneira que eu sempre quis, sonhei... Resolvi que não estragaria esse momento com palavras, simplesmente fiquei curtindo essas palavras e a imensidão delas ali, só no meu mundo.
Sentir a maciez da pele dele, ouvir a respiração, o cheiro, eles fazendo carinho de leve no meu braço... Ficar ouvindo o som mais lindo do mundo... As batidas do coração de quem eu amo... Tum-tum, tum-tum, tum-tum...
Essa sensação de paz e tranquilidade eu queria que fosse para sempre, meu corpo e minha mente relaxam, e o sono começa a tomar conta de mim...
Amanhã é um novo dia, tudo começa novamente... A busca por Vellyn começa novamente...
Por fim adormeço, nos braços do meu Thanes
Hellride 3
Chutei o último dos pequenos demônios para longe de mim. Minha primeira batalha de volta no Inferno fora mais fácil do que eu pensei que seria.
A idéia por trás do Inferno é bem simples: ele é um espelho do mundo real, de uma forma sombria e distorcida. Ele se alimenta dos seus medos, e tenta extinguir sua esperança. Pequenos demônios são mais chatos do que realmente perigosos, como os problemas diários: é simples acabar com eles, mas eles nunca terminam. O verdadeiro perigo está nos grandes. Eles ficam mais poderosos quando seus medos crescem e suas esperanças minguam. E derrotá-los requer uma dose de coragem e vontade de vencer enorme.
E são eles que guardam as passagens de saída.
Mas essa não era minha primeira vez aqui. Eu já escapei três vezes. Eu sabia onde encontrá-los, só restava saber qual era a sua essência. E para isso, eu precisava saber quais eram meus medos.
Bom, um passo de cada vez. Primeiro eu vou precisar de armas. Voltar para onde eu acordei era inútil, eu conheço esse lugar bem o suficiente para saber que os lugares óbvios não são os lugares certos.
Olhei as ruas ao meu redor. E lá vinham mais demôniozinhos para me incomodar.
Bom, eu preciso manter a forma também. Uma luta vem a calhar.
E droga, está ficando cada vez mais frio aqui.
A idéia por trás do Inferno é bem simples: ele é um espelho do mundo real, de uma forma sombria e distorcida. Ele se alimenta dos seus medos, e tenta extinguir sua esperança. Pequenos demônios são mais chatos do que realmente perigosos, como os problemas diários: é simples acabar com eles, mas eles nunca terminam. O verdadeiro perigo está nos grandes. Eles ficam mais poderosos quando seus medos crescem e suas esperanças minguam. E derrotá-los requer uma dose de coragem e vontade de vencer enorme.
E são eles que guardam as passagens de saída.
Mas essa não era minha primeira vez aqui. Eu já escapei três vezes. Eu sabia onde encontrá-los, só restava saber qual era a sua essência. E para isso, eu precisava saber quais eram meus medos.
Bom, um passo de cada vez. Primeiro eu vou precisar de armas. Voltar para onde eu acordei era inútil, eu conheço esse lugar bem o suficiente para saber que os lugares óbvios não são os lugares certos.
Olhei as ruas ao meu redor. E lá vinham mais demôniozinhos para me incomodar.
Bom, eu preciso manter a forma também. Uma luta vem a calhar.
E droga, está ficando cada vez mais frio aqui.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Hellride 2
Mal meus olhos bateram na placa, eles vieram. Olhos vermelho-sangue, pele pálida.
Demônios.
E eu havia deixado as armas em casa. Óbvio, eu não esperava acordar no Inferno novamente. Mas aqui estava eu de novo, no mesmo velho Inferno congelado que eu havia sido prisioneiro e carcereiro no passado.
Eu já sabia o que fazer, e sabia que demônios eram aqueles. Não seria uma luta árdua, eu cresci muito quando saí daqui pela última vez.
Olhei em volta, procurando algo que eu possa usar como arma. Vejo uma barra metálica solta no chão. Improvisar, sempre a ordem do dia por essas bandas.
Os demônios avançaram em mim, como urubus na carne morta. Derrubei o primeiro, golpe certeiro na cabeça. Os outros recuaram um pouco, me observando. Me analisando.
Minha mente voava. Como eu vim parar de volta aqui, diabos? E qual seria a maldita chave para sair dessa vez? E, que droga, eu havia até mesmo pensado que eu tinha destruído esse lugar.
Mas essa é a grande piada do Inferno: não importa se você escape, se você aniquile tudo dentro dele, se você consiga destruir ele. Ele vai estar sempre ali. Esperando você cair. E pronto para cuspir hordas de demônios insandecidos em cima de ti.
E não espere encontrar seus amigos no Inferno, nem seus inimigos.
O Inferno é muito mais pessoal que isso.
E, escapar dele, é sempre uma coisa difícil.
Demônios.
E eu havia deixado as armas em casa. Óbvio, eu não esperava acordar no Inferno novamente. Mas aqui estava eu de novo, no mesmo velho Inferno congelado que eu havia sido prisioneiro e carcereiro no passado.
Eu já sabia o que fazer, e sabia que demônios eram aqueles. Não seria uma luta árdua, eu cresci muito quando saí daqui pela última vez.
Olhei em volta, procurando algo que eu possa usar como arma. Vejo uma barra metálica solta no chão. Improvisar, sempre a ordem do dia por essas bandas.
Os demônios avançaram em mim, como urubus na carne morta. Derrubei o primeiro, golpe certeiro na cabeça. Os outros recuaram um pouco, me observando. Me analisando.
Minha mente voava. Como eu vim parar de volta aqui, diabos? E qual seria a maldita chave para sair dessa vez? E, que droga, eu havia até mesmo pensado que eu tinha destruído esse lugar.
Mas essa é a grande piada do Inferno: não importa se você escape, se você aniquile tudo dentro dele, se você consiga destruir ele. Ele vai estar sempre ali. Esperando você cair. E pronto para cuspir hordas de demônios insandecidos em cima de ti.
E não espere encontrar seus amigos no Inferno, nem seus inimigos.
O Inferno é muito mais pessoal que isso.
E, escapar dele, é sempre uma coisa difícil.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Hellride
Acordei, estava escuro.
Olhei pela janela, e um vento gelado me encontrou. Fora o vento que me acordara.
O céu estrelado me garantia que eu havia acordado de noite, de novo.
Vesti o sobretudo, calcei os coturnos. Peguei minha carteira e saí.
A cidade estava quieta, estranhamente calma. Carros estacionados, taxis vazios. Ônibus não circulavam, não haviam pessoas na rua. Incomum, para uma capital.
Caminhei durante algum tempo, agradeci a mim mesmo por ter deixado as luvas de couro no bolso do sobretudo, pelo menos assim eu podia acender um cigarro. O vento frio estava cortante.
Toda a calma da cidade, o vazio, aquilo não estava normal. Tirei o celular do bolso e olhei a hora.
Meio-dia...
Levantei os olhos e vi a placa me encarando.
"Bem-vindo de volta ao Inferno"
Olhei pela janela, e um vento gelado me encontrou. Fora o vento que me acordara.
O céu estrelado me garantia que eu havia acordado de noite, de novo.
Vesti o sobretudo, calcei os coturnos. Peguei minha carteira e saí.
A cidade estava quieta, estranhamente calma. Carros estacionados, taxis vazios. Ônibus não circulavam, não haviam pessoas na rua. Incomum, para uma capital.
Caminhei durante algum tempo, agradeci a mim mesmo por ter deixado as luvas de couro no bolso do sobretudo, pelo menos assim eu podia acender um cigarro. O vento frio estava cortante.
Toda a calma da cidade, o vazio, aquilo não estava normal. Tirei o celular do bolso e olhei a hora.
Meio-dia...
Levantei os olhos e vi a placa me encarando.
"Bem-vindo de volta ao Inferno"
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